Segunda-feira, Novembro 27, 2006

Pólo Tecnológico

Fundação Fórum Campinas
Comunicação e crescimento caminham juntos



Campinas sempre foi reconhecida pela sua vocação inovadora. Figuras como, Santos Dumont, pai da aviação, e Padre Landell Moura, pioneiro das telecomunicações, colaboraram para que esta cidade tivesse a inovação tecnológica como marco em sua história. Como reflexo deste caráter inovador que organizações como a Fundação Fórum Campinas trabalham para dar maior visibilidade para a região buscando potencializar a veia inovadora da região.
A Fundação Fórum Campinas foi criada para integrar os Centros de Pesquisas Tecnológicas da região para facilitar a troca de informações e promover uma maior integração entre eles e outros segmentos econômicos visando criar sinergia e desenvolver trabalhos conjuntos que beneficiem a região.

A idéia de unir as instituições de tecnologia teve início na década de 80 com então prefeito de Campinas, José Roberto Magalhães, porém esta iniciativa só se consolidou em 1999 com a criação do Fórum de Dirigentes dos Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento, que teve a liderança do Prof. Dr. Hermano Tavares, reitor da Unicamp na época.

Este fórum realizou diversos trabalhos visando à integração e a difusão do potencial tecnológico da região, como a Mostra de Ciência e Tecnologia em 2001, que reuniu diversos trabalhos desenvolvidos pelas Instituições de Pesquisa da região. Após esta iniciativa, ganhou força o desejo de ampliar o trabalho do Fórum de Dirigentes para que se tornasse visível os trabalhos tecnológicos desenvolvidos na região. Para isso foi instituída em abril de 2002 a Fundação Fórum Campinas composta por um conselho curador, formado por representantes de todas as instituições de tecnologia da região e por uma diretoria executiva, que tem como diretor executivo Eduardo Gurgel do Amaral (foto), engenheiro, servidor público e doutorado pela Unicamp.

O grande desafio da fundação é mostrar para a sociedade o diferencial, as vantagens estratégicas e os benefícios que o fato de ser um Pólo Tecnológico de destaque internacional pode trazer para os diversos setores da RMC. “É importante mostrar a atuação do meio (tecnológico) para a sociedade, ela muitas vezes não entendem, não acham importantes, desconhecem ou conhecem muito superficialmente, o papel das instituições e o porquê da importância de tanto investimento neste setor. Então é importante que a sociedade saiba o qual a contribuição social destas instituições e o quanto elas se empenham”, disse o diretor executivo da fundação Eduardo Gurgel do Amaral.

RMC, crescimento tecnológico que acompanha a história.

No final do século XIX, a Região Metropolitana de Campinas, RMC, atravessava uma grande crise no setor cafeeiro, devido aos problemas com pragas nos cafezais. Por ser uma região muito produtiva e conseqüentemente de grande concentração de indústrias do setor, o Imperador brasileiro, D. Pedro II, cria o Instituto Agronômico de Campinas, IAC, com a finalidade de sanar os problemas com os cafezais, através das pesquisas e dar novo fôlego para a produção. Este ponto histórico da região foi o início de um novo setor na RMC, o setor tecnológico.

A chegada das grandes universidades também faz parte do crescimento do setor tecnológico da região, que por muito tempo ficou restrito à cultura agronômica. Com a criação da PUC Campinas, em 7 de junho de 1941 e o lançamento da pedra fundamental da Unicamp, em 5 de outubro de 1966, o foco das pesquisas tecnológicas da região começa a se direcionar para novos horizontes.

O papel da Unicamp (foto) e da PUC no desenvolvimento de tecnologia na região foi fundamental para atrair empresas ligadas ao setor e transformar a região em Pólo Tecnológico. A instalação destas empresas que teve início na década de 70 se deve em grande parte em função da formação de mão-de-obra qualificada pelas universidades. A partir deste momento surgiram os interesses de parcerias entre as empresas públicas de tecnologia e as universidades. Um exemplo destas parcerias, foi à criação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, CPqd, em 1976, dentro do campus da Unicamp.

O centro foi criado a partir do interesse da Empresa de Telecomunicações brasileiras, Telebrás, em desenvolver novas tecnologias para modernizar os serviços de telefonia no país e para isso era importante contar com pesquisadores e pessoas qualificadas para a criação de novos projetos, daí a importância, novamente, de mão-de-obra qualificada e do respaldo de grandes instituições.

Várias empresas e centros de pesquisa chegaram na região a partir da década de 70, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa (1973), que tem grande importância no setor de agronegócios do país, desenvolvendo e adaptando as tecnologias para a sociedade brasileira. O Centro de Pesquisas Renato Archer, CenPRA (1982), atuando no desenvolvimento de novas tecnologias no setor de informática, entre muitos outros.

A concentração destas empresas e centros de pesquisas forma o Pólo Tecnológico Regional abrangendo grande parte da RMC. Em Campinas existem duas áreas reservadas pela prefeitura através de legislação específica para a implantação de novos Centros de Pesquisas e empresas de base tecnológica, denominados Pólo de Tecnologia I e II.

O Pólo de Tecnologia I, fica entre a rodovia D. Pedro I e a Anhanguera, e Pólo de Tecnologia II, está situado entre a Unicamp e a Puc, com mais de 8 milhões de metros quadrados. Estas duas áreas de desenvolvimento tecnológico específico estão sendo preparadas para a implantação de “Parques Tecnológicos”, os quais têm por finalidade a interação de empresas tecnológicas e centros de pesquisas de empresas com finalidade produtiva e universidades, para que sejam desenvolvidos novas tecnologias e produtos inovadores.

Tecnologia e o Mercado de Trabalho

Com as instalações dos centros de pesquisas, universidades e empresas de tecnologias, o mercado de trabalho se tornou mais exigente e demanda recursos humanos cada vez mais capacitados. “Hoje muitas das empresas de ponta instaladas na região sofrem com um problema que começa a ficar mais sério, por incrível que pareça, a falta de mão-de-obra qualificada”, afirma Eduardo Gurgel.

Com a chegada das multinacionais, como a Motorola, Sansung, Honda, a Dell recentemente, etc., o mercado de trabalho ampliou as oportunidades de emprego no setor tecnológico, porém a mão-de-obra qualificada disponível começa a não ser suficiente para atender a todas as empresas, por outro lado, continua existindo um grande contingente de trabalhadores desempregados por falta de qualificação adequada às novas exigências. “Quanto mais empresas que lidam com tecnologias e com processos de conhecimento mais aprofundado, maior a necessidade de termos recursos humanos qualificados. Por isso da importância cada vez maior das universidades e outros centros de formação de recursos humanos preparados para atender a necessidade destas empresas de base tecnológica” analisa Eduardo Gurgel.

Tecnologia e os Produtos do dia-a-dia

Campinas é um pólo tecnológico onde são desenvolvidos muitos produtos que melhoram nossa qualidade de vida. Aqui, através dos centros de pesquisa, que possuem inúmeros projetos de investigação científica e pesquisa tecnológica, melhoram desde o feijão dos nossos dias a produtos de alta tecnologia. Porém, a população da região metropolitana de Campinas desconhece esse fato. “Muitas tecnologias nós utilizamos sem saber inclusive que é feito aqui, como é exportado para o mundo inteiro” disse o diretor executivo. “Eu não sabia que o cartão telefônico, que usamos diariamente, havia sido desenvolvido aqui na nossa região, falta mais divulgação das descobertas e dos trabalhos desenvolvidos aqui”, afirma a estudante universitária, Rachel Lima Machado. O cartão telefônico, exportado para muitos paises que veio a substituir as famosas fichas, foi criado no CPqD (foto).

No IAC, pesquisas com feijão resultaram no tipo “carioquinha”, o mais consumido hoje em dia em milhares de lares brasileiros, “toda melhoria desta qualidade de feijão foi desenvolvida no Instituto Agronômico, fruto de muita pesquisa, assim como o café, diversos cítricos, variedades de arroz e muitas outras culturas de grande importância econômica e social” finaliza Gurgel. Estes exemplos são alguns que estão no cotidiano de milhões de brasileiros, e é fruto de pesquisas feitas em nossa região.

Por
Daniel Cardoso Zobl e
Fernando Piva



4 Comments:

At 9:47 AM, Anonymous Ju! said...

Ae Fer e Cebola..
Parabéns pela matéria!
Hj em dia é difícil vermos matérias tão bem feitas e completas como a de vcs!

Vcs formam uma ótima dupla!

beijos
Ju
PS: ae Fer, primeiro coment..uhuuu

 
At 5:36 PM, Anonymous Paulo Henrique Ferreira said...

Fernando e Daniel,

matéria consistente e bem focada. Parabéns pelo ótimo trabalho.

Abs,

PH

 
At 7:50 AM, Anonymous Gabi said...

Meninosss... preciso diz\er q surpreenderam hein? mto boa mesmo a matéria de vcs!! Mto interessante e até comparações, q orgulhoooo
beijoss

 
At 2:32 PM, Anonymous Lula said...

Parabéns.... muito boa mesmo. Devia entrar na categoria matérias especiais.

Abraço

 

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